Barão de Itararé http://www.baraodeitarare.org.br Centro de Estudo da Mídia Alternativa Thu, 17 May 2012 09:39:00 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.3.1 COMERCIANTE É ASSASSINADO À FACA EM PARACURU http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/comerciante-e-assassinado-faca-em.html http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/comerciante-e-assassinado-faca-em.html#comments Thu, 17 May 2012 09:39:00 +0000 Raimundo Moura http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=0e2419b389602809d66bf3e366c24a17 A população de Paracuru ficou chocada, na noite desta quarta (16/05), com a notícia do bárbaro crime que vitimou um comerciante antigo e bem conceituado nesta cidade.

álbum de família
As primeiras informações, colhidas junto à Polícia Militar e ao Hospital Santa Casa, dão conta que, por volta das 18:30 desta quarta, um elemento (até o presente momento não identificado e supostamente menor de idade), armado com uma faca, foi até o Mercadinho o Pó, na Rua Maria Ferreira Neri, bairro das Carlotas, e lá tentou praticar um assalto, no que foi abordado pelo dono do estabelecimento, o sr. João Elisvaldo Gomes da Silva (popularmente conhecido como Pó). Na reação, o acusado acabou acertando a vítima com algumas perfurações à faca e em seguida fugiu, sendo seguido por um filho do comerciante, que não o alcançou. Enquanto isso, familiares socorreram a vítima às pressas para o Hospital Santa Casa, mas devido a gravidade dos ferimentos, acabou vindo a óbito.


Quando a notícia se espalhou, muitos moradores se dirigiram ao mercadinho com o intuito de se obter maiores informações. Muitos lamentaram a morte do Sr. João Elisvaldo (o Pó), que atuava há muito tempo no comércio local, tendo portanto, um grande círculo de amizade. Os amigos comentaram a forma violenta e banal como o crime foi praticado, acreditando que a ação deve ter sido praticada por algum usuário de droga.
A polícia logo foi acionada, fez buscas nas áreas próximas, mas até o momento não havia conseguido prender o acusado. O trabalho continua e a qualquer momento, o acusado poder preso, para responder pelo grave delito.


Pelo que nos foi repassado, o sr. João Elisvaldo Gomes da Silva (Pó), tinha 69 anos. Morava há vários anos no endereço acima citado. Era viúvo (sua esposa faleceu poucos meses atrás) e era pai das professoras Fúlvia, Cláudia (Coordenadora da escolinha das Carlotas), de Marina (esposa do Cezar da Farmácia Gaste Menos) e tinha outros filhos.

Fonte: Blog Paracuru Notícias
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Campanha no rádio http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/campanha-no-radio.html http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/campanha-no-radio.html#comments Thu, 17 May 2012 09:34:00 +0000 Raimundo Moura http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=47ad91cd028ccb9b05f39ab368ce837b Houvesse escutas e o Tribunal Regional Eleitoral estaria sabendo de coisas que só quem ouve rádio pode informar. Há, descaradamente, campanhas escancaradas pelo rádio cearense a Prefeituras e a mandatos de vereadores por todo o Estado. A madrugada é pródiga nisso. As manhãs também. Se botar peão com o escutador de novela ouvindo rádio vai morrer de rir sabendo da vida de neguim que enquanto conta suas histórias e mirabolantes, esculhamba com possiveis adversários. E mais: o boi tá dançando!!!

Por Macário Batista
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Inscrições do Desafio Sebrae se encerram na próxima sexta?. http://www.edsondantas.com/?p=25062 http://www.edsondantas.com/?p=25062#comments Thu, 17 May 2012 09:31:40 +0000 edson http://www.edsondantas.com/?p=25062

O escritório regional do Sebrae, em Caicó, está realizando grande mobilização para incentivar os universitários caicoenses a se inscreverem no Desafio Sebrae. As inscrições terminam na próxima sexta-feira (18).

O Desafio Sebrae é um jogo virtual que simula o dia-a-dia de uma empresa, durante mais de seis meses. Universitários de todo o país, organizados em equipes, testam sua capacidade de administrar um negócio, tomar decisões e trabalhar em equipe. 

O objetivo principal é disseminar a cultura empreendedora para os universitários que buscam caminhos para o começo de sua vida profissional. O jogo difunde conceitos de competitividade, ética e associativismo e desenvolve a capacidade gerencial em pequenos e médios negócios. 

Podem participar do Desafio Sebrae, estudantes de cursos de graduação em instituições de ensino superior credenciados pelo Ministério da Educação (MEC), que estejam, na data da inscrição, com a matrícula ativa no 1º semestre de 2012.

As inscrições podem ser feitas no www.desafiosebrae.com.br

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“O problema da pobreza rural está no latifúndio e não nos pobres” http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDiversas/~3/zKE8m55J2PI/o-problema-da-pobreza-rural-esta-no.html http://feedproxy.google.com/~r/PalavrasDiversas/~3/zKE8m55J2PI/o-problema-da-pobreza-rural-esta-no.html#comments Thu, 17 May 2012 09:30:01 +0000 Palavras Diversas http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=800fca04e873f4018e52a75b58d76a3a

A pobreza extrema no campo é resultado inequívoco da desigualdade provocada pela concentração de terra: onde há mais latifúndios, há mais miséria, de norte a sul do país Pobreza rural: um fenômeno histórico relacionado à estrutura agrária...

Leia mais
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CRIANÇAS DA IGREJA BATISTA FAZEM PANFLETAGEM CONTRA O ABUSO E A VIOLENCIA SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOSLESCENTES. http://www.edsondantas.com/?p=25058 http://www.edsondantas.com/?p=25058#comments Thu, 17 May 2012 09:28:06 +0000 edson http://www.edsondantas.com/?p=25058

Neste dia 16 as crianças da Igreja Batista, localizada no Bairro Rainha do Prado, realizaram uma panfletagem pelas principais Ruas do Bairro orientando o combate contra pedofilia. Foram distribuídos 600 panfletos. Nesta quinta-feira dia 17 as 19h na própria Igreja será realizada muitas apresentações feitas pelas crianças e adolescentes da Igreja, e também terá uma palestra para as mesmas sobre o referido assunto.

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CE deve ter 3 mil políticos inelegíveis http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/ce-deve-ter-3-mil-politicos-inelegiveis.html http://raimundomoura.blogspot.com/2012/05/ce-deve-ter-3-mil-politicos-inelegiveis.html#comments Thu, 17 May 2012 09:06:00 +0000 Raimundo Moura http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=3f44248585b6b0757e4492dc8443fcdb O número, informado pelo MP, corresponde à quantidade de gestores que tiveram suas contas rejeitadas pelo TCM

Pelo menos três mil pessoas em todo o Ceará poderão ficar inelegíveis durante as eleições municipais de outubro próximo, pois tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A informação foi repassada pelo procurador regional eleitoral, Márcio Torres, que realizou encontro, ontem, à tarde no Ministério Público Federal, quando apresentou um questionário para representantes de vários partidos, na intenção de formatar um pacto entre as legendas, visando o cumprimento de eleições limpas, da Lei Ficha Limpa e das cotas de gêneros.

Os partidos deverão responder as perguntas e enviá-las ao Ministério Público Eleitoral até o dia 8 de junho, dois dias antes do início das convenções municipais, que devem ser realizadas até o final daquele mês. "A ideia é realizar um grande pacto acerca desses temas, onde o questionário visará que os partidos se posicionem. O intuito é que os partidos não encaminhem candidatos, aquelas pessoas que estejam apenadas na Lei do Ficha Limpa, ou seja, que tenham tido suas contas desaprovadas por crimes de decisão de órgão colegiado, lícitos eleitorais ou em trânsito julgado", ressaltou o procurador Márcio Torres.

Segundo ele, o Ministério Público está montando um banco de dados com todos os cadastros de pessoas com hipótese de inelegibilidade, que será passado para os promotores eleitorais, para que esses impugnem aquelas possíveis candidaturas registradas. De acordo com Torres, em todos os municípios do Ceará, até o último levantamento, apenas com os informações prestadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), já chega a mais de 3 mil o número de possíveis gestores apenados com a Lei do Ficha Limpa. A esses números, precisa-se somar ainda, conforme disse, os registros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Desaprovadas

Estas pessoas, segundo disse Márcio Torres, já tiveram suas contas desaprovadas, e o questionário apresentado ontem aos partidos políticos visa, justamente, atentar essas agremiações para a condução correta do processo eleitoral, não permitindo que estes personagens apresentem suas candidaturas, que, possivelmente, serão impugnadas. Durante o encontro de ontem, dezesseis partidos enviaram seus representantes, no entanto, apenas os presidentes do PSC e PSOL compareceram à reunião com o procurador.

"Os representantes dos partidos é quem tem o poder de filtrar seus candidatos. É m compromisso de sair do discurso e partir para a aplicação prática. Ao lado da chamada autonomia partidária, tem se observado a efetividade da coibição de abusos, que com certeza a sociedade compartilha", salientou Márcio Torres.

A procuradora de Contas do TCM, Leyliane Feitosa, que esteve representando o órgão durante o encontro, afirmou que cabe aos partidos políticos o dever de cumprir com as obrigações da legislação eleitoral, assim como cabe aos órgãos fiscalizadores a realização de investigações, pois a população está ocupada com seus afazeres cotidianos. "Se os partidos não dão bom exemplo, como podem cobrar? Mesmo não sendo tão querida, eu darei parecer da forma como as contas me forem apresentadas. Mas também não acho que a sociedade deva ficar só na espera, tem que cobrar mais", disse.

Orientar

A intenção do questionário, no que diz respeito à propaganda eleitoral, é orientar os partidos políticos a apresentarem o modo como irão orientar e coordenar as propagandas em espaços públicos. Segundo Márcio Torres, em 2010, o que se viu foi "uma verdadeira ocupação do espaço público", com poluição sonora e visual nas praças e logradouros das cidades onde ocorreram eleições para governador, deputados e senadores. "A intenção é que os partidos não realizem propaganda com carro de som, mas se achar que deve fazer, que façamos um pacto em torno da não realização da propaganda por esse meio publicitário", ressaltou o procurador.

De acordo com Márcio Torres, é proibido a realização desses eventos próximos a escolas, hospitais e igrejas, o que não é respeitado. No entanto, Márcio Torres afirma que o Ministério Público não possui instrumentos de fiscalização para coibir tais ações desrespeitosas de algumas agremiações. A chamada "Eleição Limpa" foi o ponto defendido por ele, quando das suas explicações. "Em 2010 o que vimos foi a ocupação de muros de 10 a 100 metros com nomes de candidatos, o que polui a cidade", reclamou.

Representantes do PRB apresentaram um documento, aprovado pela Executiva Nacional do partido, que diz que os pretensos candidatos pela legenda têm que apresentar até cinco dias antes das convenções partidárias, certidões dando conta de sua legibilidade. No caso de ausência deste documento, a pessoa não terá sua candidatura aprovada pela agremiação.

Cota

Outro ponto tratado durante a reunião com as siglas partidárias, diz respeito à cota de gênero, prevista na Lei 9.504/97, que estabelece que, nas eleições proporcionais, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

De acordo com o procurador regional eleitora substituto, Alexandre Meireles Marques, nos casos em que forem constatados o não estabelecimento dessas porcentagens, o Ministério Público deverá impugnar toda a chapa, pois a proporção precisa ser mantida, de acordo com a determinação legal. "Vamos impugnar e levar à Justiça se isso não for cumprido. O Ministério Público também está atento àqueles que colocarem os gêneros apenas para dar cotas, usando essas pessoas como laranjas", ressaltou Alexandre Meireles.

Em 2010, conforme lembrou o procurador Márcio Torres, várias candidatas abriram contas bancárias, mas não realizaram qualquer movimentação. As contas dessas pessoas foram aprovadas, mas com ressalvas, pois ficou claro par ao Ministério Público que se tratavam de candidaturas fantasmas com o único objetivo de preencher as cotas.

Fone: Diário do Nordeste
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altonoticias10 2012-05-17 06:00:00 http://altonoticias10.blogspot.com/2012/05/pendencias-camara-empossa-rosinelio.html http://altonoticias10.blogspot.com/2012/05/pendencias-camara-empossa-rosinelio.html#comments Thu, 17 May 2012 09:00:00 +0000 altonoticias http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=788dc1ed972e4627a3125c46f3c2cae5 PENDÊNCIAS


Câmara empossa Rosinélio assume interinamente vaga de vereador.


Egrinaldo, Tácia, Rosinélio, Carlinhos, Fernandinho e Janúncio


A Câmara Municipal empossou na manhã de ontem, Francisco Rosinélio que assumirá por 60 dias, a vaga do vereador João do Leite, licenciado por problemas de saúde. 

O já vereador Rosinélio, já suplente e também vereador (em 2004 à 2008) com forte atuação e legislou em prol do município de Pendências. Vários requerimentos e projetos que beneficiaram à população, foram idealizados por Rosinélio. 

Agora, nesse curto espaço, o vereador recém-empossado garantiu que trabalhará para desenvolver a cidade e melhorar a qualidade de vida da população. Filiado ao PSD, Rosinélio faz parte da bancada governista, mas garantiu que discutirá melhoria para todos, nos requerimentos e projetos.

Com a chegada do vereador Rosinélio, o PSD passa o partido com a maior bancada, contando com três vereadores. Os demais vereadores, cada um é representante de um partido diferente.
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POLÍTICA – O impasse político na Europa. http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2012/05/politica-o-impasse-politico-na-europa.html http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2012/05/politica-o-impasse-politico-na-europa.html#comments Thu, 17 May 2012 08:35:00 +0000 BLOG DE UM SEM-MÍDIA http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=aa5f925d228e27a2f79a3b6e948f7580

O impasse político na Europa

Editorial do sítio Vermelho:

Entre janeiro de 2009 e o último dia 6 de maio, nove governos cúmplices dos programas de arrocho salarial, cortes em aposentadorias e direitos sociais, e diminuição dos gastos públicos para garantir o pagamento de dívidas e juros, foram derrotados na Europa, uma derrubada que parece se acelerar: um em 2009, um em 2010; quatro em 2011 e três apenas nos primeiros cinco meses de 2012. Isto é, um terço dos 27 estados que formam a União Europeia tiveram seus governos colhidos pelo turbilhão da crise e foram afastados da direção de seus países justamente por jogar sobre os ombros dos trabalhadores e do povo o alto custo da crise econômica vivida pela Europa.


Este é o retrato mais nítido do descontentamento presente em algumas das estrelas da União Europeia e levou à troca de governos na Espanha (julho de 2011), Itália (novembro de 2011), Holanda (abril de 2012) e França (maio de 2012). A eles se junta uma estrela menor, mas que significa um grande complicador dado o volume de investimentos especulativos feitos por bancos alemães e franceses: a Grécia, cujo calvário parece infindável.

A insatisfação popular expressa nas urnas indica o esgotamento do modelo neoliberal na Europa, com sua sequência de mazelas (desemprego, empobrecimento, ameaça de fome e desamparo) impostas para atender às exigências dos grandes especuladores financeiros. Descontentamento, aliás, que muitas vezes se expressa por meio de falsas escolhas, com a eleição de governos ainda mais conservadores do que os precedentes, como ocorreu, por exemplo, com a vitória do direitista Mariano Rajoy na Espanha, em julho de 2011.

Até mesmo a grande estrela (a “dama de ferro”) das imposições financeiras contra o povo, a chanceler alemã Ângela Merkel, enfrenta o sabor amargo da derrota. Na eleição regional de domingo (13) no estado mais populoso da Alemanha, a Renânia do Norte-Vestfália (cuja capital é Dusseldorf), seu partido, o CDU (democrata-cristão) teve um mau desempenho e foi derrotado pelo SPD (Partido Social Democrata). Numa eleição que o próprio candidato derrotado da CDU, Norbert Röttgen, reconheceu ser também uma espécie de plebiscito sobre a estratégia europeia de Merkel. Estima-se que tenha ficado com 26% dos votos, contra os 39% do SPD.

As dificuldades para os conservadores parecem se acumular. Nesta terça-feira (15), o socialista François Hollande assume a presidência da República na França, sinalizando a dissolução do alinhamento automático que havia entre os governos conservadores do francês Nicolas Sarkozy e da alemã Ângela Merkel, a dupla responsável pela imposição da política de arrocho sobre a Europa.

As promessas de campanha de Hollande indicaram o rompimento deste automatismo e o compromisso com a busca do crescimento econômico e com um tratamento mais democrático para os imigrantes, demonizados por Sarkozy, e a retirada das tropas francesas do Afeganistão ainda este ano.

Até onde Hollande irá? É difícil dizer mas, para corresponder à esperança simbolizada por seu nome e sua eleição, precisará ser fiel ao programa de campanha e realizar as mudanças necessárias para apresentar ao capital, e não aos trabalhadores, a conta da crise econômica.

Outro sinal importante será o desfecho daquilo que a imprensa apelidou de impasse grego. Os partidos tradicionais (o conservador Nova Democracia e o social-democrata Pasok) foram derrotados em 6 de maio, abrindo caminho para um novo protagonista que traz a voz das ruas para a política grega, o Syriza (Partido da Esquerda Radical), que não aceita “ser um álibi de esquerda para um governo que irá manter as políticas que o povo rejeitou no dia 6 de maio”, disse seu líder Alexis Tsipras. Ele, que se recusa a “ser cumplice” dos “crimes cometidos” pelos partidos que, no governo, foram responsáveis pela falência da Grécia, agora se transformou no fiel da balança da legitimidade de um novo governo. Isto ficou claro no domingo (13) quando o Pasok e a Nova Democracia estiveram perto de formar um governo, ajudados pelo pequeno Dimar, de centro-esquerda, mas recuaram quando o Syriza, cuja adesão era vista como necessária para dar legitimidade ao novo governo, não aceitou participar. O caminho para uma nova eleição, em junho, está pavimentado e nela, com certeza, a grande estrela será o Syriza, para pesadelo dos especuladores financeiros e para os donos da União Europeia: uma Grécia à esquerda poderá abandonar os acordos lesivos à soberania nacional e ao bem-estar dos gregos. Muitos analistas preveem, neste cenário, grandes dificuldades para grandes bancos na França e na Alemanha, credores de investimentos especulativos que infelicitam o povo grego.

A disputa entre os especuladores do grande capital e os interesses dos trabalhadores e do povo parece alcançar um novo patamar na Europa. Hoje, suas arenas mais notáveis estão em Paris e em Atenas, face mais visível da mesma batalha que se trava na Itália, Espanha, Alemanha, Reino Unido e demais nações da União Europeia. Seus desdobramentos, nos próximos meses, revelarão se os protagonistas principais deste embate, aqueles que ocuparão os governos, estarão à altura de suas tarefas e compromissos e saberão reverter a atual onda de mazelas que aflige o povo e os trabalhadores no velho continente.
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Eric Hobsbawn: Ninguém fez tanto pelos pobres… http://marciabrasileira.blogspot.com/2012/05/eric-hobsbawn-ninguem-fez-tanto-pelos.html http://marciabrasileira.blogspot.com/2012/05/eric-hobsbawn-ninguem-fez-tanto-pelos.html#comments Thu, 17 May 2012 06:42:00 +0000 Márcia Brasileira http://www.baraodeitarare.org.br/?guid=7cb4499c826d16ff83691249356c035d
por Martin Granovsky (*)

Em junho ele completa 92 anos. Lúcido e ativo, o historiador que escreveu "Rebeldes Primitivos", "A Era da Revolução" e a "História do Século XX", entre outros livros, aceitou falar de sua própria vida, da crise de 30, do fascismo e do antifascismo e da crise atual. Segundo ele, uma crise da economia do fundamentalismo de mercado é o que a queda do Muro de Berlim foi para a lógica soviética do socialismo.

Hobsbawm aparece na porta da embaixada da Alemanha, em Londres. São pouco mais de três da tarde na bela Belgrave Square e se enxergam as bandeiras das embaixadas por trás das copas das árvores. De óculos, chapéu na cabeça e um casaco muito pesado, cumprimenta. Tem mãos grandes e ossudas, mas não parecem as mãos de um velho. Nenhuma deformação de artrite as atacou. Rapidamente uma pequena prova demonstra que as pernas de Hobsbawm também estão em boa forma. Com agilidade desce três degraus que levam do corrimão a calçada. Parece enxergar bem. Tem uma bengala na mão direita. Não se apóia nela, mas talvez a use como segurança, em caso de tropeçar, ou como um sensor de alerta rápido que detecta degraus, poças e, de imediato, o meio-fio da calçada. Hobsbawm é alto e magro. Uns oitenta e bicos. Não pede ajuda. O motorista do Foreign Office lhe abre a porta esquerda do jaguar preto. Entra no carro com facilidade. O carro é grande, por sorte, e cabe, mas a viagem é curta.

- Acabo de me encontrar com um historiador alemão, por isso estou na embaixada, e devo voltar – avisa. Ele chegou de visita a Londres e quis conversar com alguns de nós. Sei que vamos a Canning House. Está bem. Poucas voltas, não?

O carro dá meia volta na Belgrave Square e pára na frente de outro palacete branco de três andares, com uma varanda rodeada de colunas e a porta de madeira pesada. Por algum motivo mágico o motorista de cabelos brancos com uma mecha sobre o rosto, traje azul e sorridente como um ajudante do inspetor Morse de Oxford, já abre a porta a Hobsbawm. Entre essas construções tão parecidas, a elegância do Jaguar o assemelha a uma carruagem recém polida. O motorista sorri quando Hobsbawm desce. O professor lhe devolve a simpatia enquanto sobe com facilidade num hall obscuro. Já entrou em Canning House e à direita vê uma enorme imagem de José de San Martin. À esquerda do corredor, uma grande sala. O chá está servido. Quer dizer, o chá, os pães e uma torta. Outro quadro do mesmo tamanho que o de San Martin. É Simon Bolívar. E também é Bolívar o cavalheiro do busto sobre o aparador.

Quanto chá tomaram Bolívar e San Martin antes de saírem de Londres para a América do Sul, em princípios do século XIX, para cumprir seus planos de independência?

Hobsbawm pega a primeira taça e quer ser quem faz a primeira pergunta.

- Como está a Argentina? - interroga mas não muito, porque não espera e comenta – No ano passado Cristina esteve para vir a Londres para uma reunião de presidentes progressistas e pediu para me ver. Eu disse sim, mas ela não veio. Não foi sua culpa. Estava no meio do confronto com a Sociedade Rural.

Hobsbawm fala um inglês sem afetação nem os trejeitos de alguns acadêmicos do Reino Unido. Mas acaba de pronunciar “Sociedade Rural” em castellhano.

- O que aconteceu com esse conflito?

Durante a explicação, o professor inclina a cabeça, mais curioso que antes, enquanto com a mão direita seu garfo tenta cortar a torta de maçã. É uma tarefa difícil. Então se desconcentra da torta e fixa o olhar esperando, agora sim, alguma pergunta.

- O mundo está complicado – afirma ainda mantendo a iniciativa. Não quero cair em slogans, mas é indubitável que o Consenso de Washington morreu. A desregulação selvagem já não é somente má: é impossível. Há que se reorganizar o sistema financeiro internacional. Minha esperança é que os líderes do mundo se dêem conta de que não se pode renegociar a situação para voltar atrás, senão que há que se redesenhar tudo em direção ao futuro.

A Argentina experimentou várias crises, a última forte em 2001. Em 2005 o presidente Néstor Kirchner, de acordo com o governo brasileiro, que também o fez, pagou ao FMI e desvinculou a Argentina do organismo para que o país não continuasse submetido a suas condicionalidades.

- É que a esta altura se necessita de um FMI absolutamente distinto, com outros princípios que não dependam apenas dos países mais desenvolvidos e em que uma ou duas pessoas tomam as decisões. É muito importante o que o Brasil e a Argentina estão propondo, para mudar o sistema atual. Como estão as relações de vocês?

- Muito bem

- Isso é muito importante. Mantenham-nas assim. As boas relações entre governos como os de vocês são muito importantes em meio a uma crise que também implica riscos políticos. Para os padrões estadunidenses, o país está girando à esquerda e não à extrema direita. Isso também é bom. A Grande Depressão levou politicamente o mundo para a extrema direita em quase todo o planeta, com exceção dos países escandinavos e dos Estados Unidos de Roosevelt. Inclusive o Reino Unido chegou a ter membros do Parlamento que eram de extrema direita [e começa a entrevista propriamente].

- E que alternativa aparece?

- Não sei. Sabe qual é o drama? O giro à direita teve onde se apoiar: nos conservadores. O giro à esquerda também teve em quem descansar: nos trabalhistas.

- Os trabalhistas governam o Reino Unido.

- Sim, mas eu gostaria de considerar um quadro mais geral. Já não existe esquerda tal como era.

- Isso lhe é estranho?

- Faço apenas o registro.

- A quê se refere quando diz “a esquerda tal como era”?

- Às distintas variantes da esquerda clássica. Aos comunistas, naturalmente. E aos socialdemocratas. Mas, sabe o que acontece? Todas as variantes da esquerda precisam do Estado. E durante décadas de giro à direita conservadora, o controle do Estado se tornou impossível.

- Por que?

- Muito simples. Como você controla o estado em condições de globalização? Convém recordar que, em princípios dos anos 80 não só triunfaram Ronald Reagan e Margareth Thatcher. Na França, François Miterrand não obteve uma vitória.

- Havia vencido para a presidência dem 1974 e repetiu a vitória em 1981.

- Sim. Mas quando tentou uma unidade das esquerdas para nacionalizar um setor maior da economia, não teve poder suficiente para fazê-lo. Fracassou completamente. A esquerda e os partidos socialdemocratas se retiraram de cena, derrotados, convencidos de que nada se podia fazer. E, então, não só na França como em todo mundo ficou claro que o único modelo que se podia impor com poder real era o capitalismo absolutamente livre.

- Livre, sim. Por que diz “absolutamente”?

- Porque com liberdade absoluta para o mercado, quem atende aos pobres? Essa política, ou a política da não-política, é a que se desenvolveu com Margareth Thatcher e Ronald Reagan. E funcionou – dentro de sua lógica, claro, que não compartilho – até a crise que começou em 2008. Frente à situação anterior a esquerda não tinha alternativa. E frente a esta? Prestemos atenção, por exemplo, à esquerda mais clássica da Europa. É muito débil na Europa. Ou está fragmentada. Ou desapareceu. A Refundação Comunista na Itália é débil e os outros ramos do ex Partido Comunista Italiano estão muito mal. A Esquerda Unida na Espanha também está descendo ladeira abaixo. Algo permaneceu na Alemanha. Algo na França, como Partido Comunista. Nem essas forças, nem menos ainda a extrema esquerda, como os trotskistas, e nem sequer uma socialdemocracia como a que descrevi antes alcançam uma resposta a esta crise a seus perigos, contudo. A mesma debilidade da esquerda aumenta os riscos.

- Que riscos?

- Em períodos de grande descontentamento como o que começamos a viver, o grande perigo é a xenofobia, que alimentará e será por sua vez alimentada pela extrema direita. E quem essa extrema direita buscará? Buscará atrair os “estúpidos” cidadãos que se preocupam com seu trabalho e têm medo de perdê-lo. E digo estúpidos ironicamente, quero deixar claro. Porque aí reside outro fracasso evidente do fundamentalismo de mercado. Deu liberdade para todos, e a verdadeira liberdade de trabalho? A de mudá-lo e melhorar em todos os aspectos? Essa liberdade não foi respeitada porque, para o fundamentalismo de mercado isso tinha se tornado intolerável. Também teriam sido politicamente intoleráveis a liberdade absoluta e a desregulação absoluta em matéria laboral, ao menos na Europa. Eu temo uma era de depressão.

- Você ainda tem dúvidas de que entraremos em depressão?

- Se você quiser posso falar tecnicamente, como os economistas, e quantificar trimestres. Mas isso não é necessário. Que outra palavra pode se usar para denominar um tempo em que muito velozmente milhões de pessoas perdem seu emprego? De qualquer maneira, até o momento no vejo um cenário de uma extrema direita ganhando maioria em eleições, como ocorreu em 1933, quando a Alemanha elegeu Adolf Hitler. É paradoxal, mas com um mundo muito globalizado um fator impedirá a imigração, que por sua vez aparece como a desculpa para a xenofobia e para o giro à extrema direita. E esse fator é que as pessoas emigrarão menos – falo em termos de emigração em massa – ao verem que nos países desenvolvidos a crise é tão grave. Voltando à xenofobia, o problema é que, ainda que a extrema direita não ganhe, poderia ser muito importante na fixação da agenda pública de temas e terminaria por imprimir uma face muito feia na política.

- Deixemos de lado a economia, por um momento. Pensando em política, o que diminuiria o risco da xenofobia?

- Me parece bem, vamos à prática. O perigo diminuiria com governos que gozem de confiança política suficiente por parte do povo em virtude de sua capacidade de restaurar o bem-estar econômico. As pessoas devem ver os políticos como gente capaz de garantir a democracia, os direitos individuais e ao mesmo tempo coordenar planos eficazes para se sair da crise. Agora que falamos deste tema, sabe que vejo os países da América Latina surpreendentemente imunes à xenofobia?

- Por que?

- Eu lhe pergunto se é assim. É assim?

- É possível. Não diria que são imunes, se pensamos, por exemplo, no tratamento racista de um setor da Bolívia frente a Evo Morales, mas ao menos nos últimos 25 anos de democracia, para tomar a idade da democracia argentina, a xenofobia e o racismo nunca foram massivos nem nutriram partidos de extrema direita, que são muito pequenos. Nem sequer com a crise de 2001, que culminou o processo de destruição de milhões de empregos, apesar de que a imigração boliviana já era muito importante em número. Agora, não falamos dos cantos das torcidas de futebol, não é?

- Não, eu penso em termos massivos.

- Então as coisas parecem ser como você pensa, professor. E, como em outros lugares do mundo, o pensamento da extrema direita aparece, por exemplo, com a crispação sobre a segurança e a insegurança das ruas.

- Sim, a América Latina é interessante. Tenho essa intuição. Pense num país maior, o Brasil. Lula manteve algumas idéias de estabilidade econômica de Fernando Henrique Cardoso, mas ampliou enormemente os serviços sociais e a distribuição. Alguns dizem que não é suficiente...

- E você, o que diz?

- Que não é suficiente. Mas que Lula fez, fez. E é muito significativo. Lula é o verdadeiro introdutor da democracia no Brasil. E ninguém o havia feito nunca na história desse país. Por isso hoje tem 70% de popularidade, apesar dos problemas prévios às últimas eleições. Porque no Brasil há muitos pobres e ninguém jamais fez tantas coisas concretas por eles, desenvolvendo ao mesmo tempo a indústria e a exportação de produtos manufaturados. A desigualdade ainda assim segue sendo horrorosa. Mas ainda faltam muitos anos para mudar as cosias. Muitos.

- E você pensa que serão de anos de depressão mundial

- Sim. Lamento dizê-lo, mas apostaria que haverá depressão e que durará alguns anos. Estamos entrando em depressão. Sabem como se pode dar conta disso? Falando com gente de negócios. Bom, eles estão mais deprimidos que os economistas e os políticos. E, por sua vez, esta depressão é uma grande mudança para a economia capitalista global.

- Por que está tão seguro desse diagnóstico?

- Porque não há volta atrás para o mercado absoluto que regeu os últimos 40 anos, desde a década de 70. Já não é mais uma questão de ciclos. O sistema deve ser reestruturado.

- Posso lhe perguntar de novo por que está tão seguro?

- Porque esse modelo não é apenas injusto: agora é impossível. As noções básicas segundo as quais as políticas públicas deviam ser abandonadas, agora estão sendo deixadas de lado. Pense no que fazem e às vezes dizem, dirigentes importantes de países desenvolvidos. Estão querendo reestruturar as economias para sair da crise. Não estou elogiando. Estou descrevendo um fenômeno. E esse fenômeno tem um elemento central: ninguém mais se anima a pensar que o Estado pode não ser necessário ao desenvolvimento econômico. Ninguém mais diz que bastará deixar que o mercado flua, com sua liberdade total. Não vê que o sistema financeiro internacional já nem funciona mais? Num sentido, essa crise é pior do que a de 1929-1933, porque é absolutamente global. Nem os bancos funcionam.

- Onde você vivia nesse momento, no começo dos anos 30?

- Nada menos que em Viena e Berlim. Era um menino. Que momento horroroso. Falemos de coisas melhores, como Franklin Delano Roosevelt.

- Numa entrevista para a BBC no começo da crise você o resgatou.

- Sim, e resgato os motivos políticos de Roosevelt. Na política ele aplicou o princípio do “Nunca mais”. Com tantos pobres, com tantos famintos nos Estados Unidos, nunca mais o mercado como fator exclusivo de obtenção de recursos. Por isso decidiu realizar sua política do pleno emprego. E desse modo não somente atenuou os efeitos sociais da crise como seus eventuais efeitos políticos de fascistização com base no medo massivo. O sistema de pleno emprego não modificou a raiz da sociedade, mas funcionou durante décadas. Funcionou razoavelmente bem nos Estados Unidos, funcionou na França, produziu a inclusão social de muita gente, baseou-se no bem-estar combinado com uma economia mista que teve resultados muito razoáveis no mundo do pós-Segunda Guerra. Alguns estados foram mais sistemáticos, como a França, que implantou o capitalismo dirigido, mas em geral as economias eram mistas e o Estado estava presente de um modo ou de outro. Poderemos fazê-lo de novo? Não sei. O que sei é que a solução não estará só na tecnologia e no desenvolvimento econômico. Roosevelt levou em conta o custo humano da situação de crise.

- Quer dizer que para você as sociedades não se suicidam.

(Pensa) – Não deliberadamente. Sim, podem ir cometendo erros que as levam a catástrofes terríveis. Ou ao desastre. Com que razoabilidade, durante esses anos, se podia acreditar que o crescimento com tamanho nível de uma bolha seria ilimitado? Cedo ou tarde isso terminaria e algo deveria ser feito.

- De maneira que não haverá catástrofe.

- Não me interessam as previsões. Observe, se acontece, acontece. Mas se há algo que se possa fazer, façamos-no. Não se pode perdoar alguém por não ter feito nada. Pelo menos uma tentativa. O desastre sobrevirá se permanecermos quietos. A sociedade não pode basear-se numa concepção automática dos processos políticos. Minha geração não ficou quieta nos anos 30 nem nos 40. Na Inglaterra eu cresci, participei ativamente da política, fui acadêmico estudando em Cambridge. E todos éramos muito politizados. A Guerra Civil espanhola nos tocou muito. Por isso fomos firmemente antifascistas.

- Tocou a esquerda de todo o mundo. Também na América Latina

- Claro, foi um tema muito forte para todos. E nós, em Cambridge, víamos que os governos não faziam nada para defender a República. Por isso reagimos contra as velhas gerações e os governos que as representavam. Anos depois entendi a lógica de por quê o governo do Reino Unido, onde nós estávamos, não fez nada contra Francisco Franco. Já tinha a lucidez de se saber um império em decadência e tinha consciência de sua debilidade. A Espanha funcionou como uma distração. E os governos não deviam tê-la tomado assim. Equivocaram-se. O levante contra a República foi um dos feitos mais importantes do século XX. Logo depois, na Segunda Guerra...

- Pouco depois, não? Porque o fim da Guerra Civil Espanhola e a invasão alemã da Tchecoslováquia ocorreu no mesmo ano.

- É verdade. Dizia-lhe que logo depois o liberalismo e o comunismo tiveram uma causa comum. Se deram conta de que, assim não fosse, eram débeis frente ao nazismo. E no caso da América Latina o modelo de Franco influenciou mais que o de Benito Mussolini, com suas idéias conspiratórias da sinarquia, por exemplo. Não tome isso como uma desculpa para Mussolini, por favor. O fascismo europeu em geral é uma ideologia inaceitável, oposta a valores universais.

- Você fala da América Latina...

- Mas não me pergunte da Argentina. Não sei o suficiente de seu país. Todos me perguntam do peronismo. Para mim está claro que não pode ser tomado como um movimento de extrema direita. Foi um movimento popular que organizou os trabalhadores e isso talvez explique sua permanência no tempo. Nem os socialistas nem os comunistas puderam estabelecer uma base forte no movimento sindical. Sei das crises que a Argentina sofreu e sei algo de sua história, do peso da classe média, de sua sociedade avançada culturalmente dentro da América Latina, fenômeno que creio ainda se mantém. Sei da idade de ouro dos anos 20 e sei dos exemplos obscenos de desigualdade comuns a toda a América Latina.

- Você sempre se definiu com um homem de esquerda. Também segue tendo confiança nela?

- Sigo na esquerda, sem dúvida com mais interesse em Marx do que em Lênin. Porque sejamos sinceros, o socialismo soviético fracassou. Foi uma forma extrema de aplicar a lógica do socialismo, assimo como o fundamentalismo de mercado foi uma forma extrema de aplicação da lógica do liberalismo econômico. E também fracassou. A crise global que começou no ano passado é, para a economia de mercado, equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim em 1989. Por isso Marx segue me interessando. Como o capitalismo segue existindo, a análise marxista ainda é uma boa ferramenta para analisá-lo. Ao mesmo tempo, está claro que não só não é possível como não é desejável uma economia socialista sem mercado nem uma economia em geral sem Estado.

- Por que não?

- Se se mira a história e o presente, não há dúvida alguma de que os problemas principais, sobretudo no meio de uma crise profunda, devem e podem ser solucionados pela ação política. O mercado não tem condições de fazê-lo.

(*) Martin Granovsky é analista internacional e presidente da agência de notícias Télam.
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Por Por Darío Pignotti - Pagina 12 - 16.05.12

Dilma creó en apenas un año, cuatro meses y dieciséis días el primer organismo de Estado, respaldado por ley, dotado de facultades para citar testigos y sospechosos, solicitar archivos y esclarecer delitos de la dictadura militar.


Dilma lloró y rió. Es inusual que la presidenta suelte sus emociones en público como lo hizo ayer al anunciar, observada por los ex mandatarios Lula y Cardoso –ellos también inusualmente próximos–, la Comisión de la Verdad sobre el terrorismo de Estado. La guerrillera incipiente que enfrentó en los ’70, de cabeza erguida, a una corte marcial en la que fue condenada por alzarse contra la dictadura, ayer flaqueó al evocar a los desaparecidos.

“Brasil merece la verdad, las nuevas generaciones merecen la verdad y, sobre todo, merecen la verdad factual aquellos que perdieron amigos y parientes y que continúan sufriendo como si ellos muriesen siempre y cada día (un país no merece tener) hijos sin padres, padres sin tumbas, tumbas sin cuerpos”, sostuvo Dilma antes de lagrimear.

Ese trecho del discurso ofrece una pista de los objetivos del colegiado de siete miembros, ninguno de ellos perteneciente a organismos de derechos humanos: encontrar los cuerpos de los cientos de opositores al régimen que desaparecieron entre 1964 y 1985.

Dilma creó en apenas un año, cuatro meses y 16 días el primer organismo de Estado, respaldado por ley, dotado de facultades para citar testigos y sospechosos, solicitar archivos y esclarecer delitos. Puesto en otras palabras: ella hizo más que los cinco presidentes civiles que se sucedieron en el poder desde el fin del régimen de facto. Sonriente, descendió ayer la rampa que une su despacho con el salón de actos en el segundo piso del Planalto, secundada por su mentor Luiz Inácio Lula da Silva, presidente honorario del Partido de los Trabajadores, y Fernando Henrique Cardoso, referente del opositor Partido de la Socialdemocracia Brasileña.
Reunir a Lula, aún no repuesto por completo de su tratamiento contra el cáncer, y su eterno contrincante Cardoso en un acto de tamaña relevancia institucional es una proeza política. Y eso no es todo, también estuvieron en el palco del Palacio los ex mandatarios conservadores José Sarney y Fernando Collor de Mello. Así es Dilma, intransigente en los objetivos (construir la comisión a como sea) y conciliadora con los adversarios de centroderecha (léase Cardoso) abiertos a sumarse a una patriada cívica capaz de repechar el golpismo verbal de los militares retirados y algunos activos.

“Esta no es la comisión ideal, hay gente que la hubiera querido más aguerrida, pero es lo que se podía hacer. Dilma tuvo que resistir una presión muy fuerte de los militares y prácticamente todos los medios, con su campaña de desprestigio. Confío en la presidenta y espero que esta comisión nos dé respuestas a nuestra búsqueda de hace décadas”, plantea Vera Paiva.

Es hija del diputado desaparecido desde 1971 Rubens Paiva, un militante progresista secuestrado en Río de Janeiro por facilitar cobertura a la resistencia armada. La desaparición de Paiva y de unos 60 guerrilleros del Partido Comunista en Araguaia, región amazónica, suenan como dos casos a ser indagados por la comisión, que también puede abordar la muerte del ex presidente Joao Goulart, fallecido durante su exilio argentino en diciembre de 1976, cuando estaba en la mira de los servicios de inteligencia del Plan Cóndor.

Será difícil que el organismo pueda dar cuenta de todas las denuncias de asesinatos y desapariciones hasta fines de 2014, plazo establecido para que presente su informe final. Aún así un grupo de locuaces marinos retirados, con el aval del presidente del Club Naval, crearon una Comisión de la Verdad Paralela con el fin de presionar para que se abran procesos sobre las acciones de la resistencia armada.

“Después de la Segunda Guerra nadie hubiera puesto en un pie de igualdad al general Charles De Gaulle con los nazis que ocuparon París. No había dos lados. En la dictadura no había dos lados, a los únicos que se les ocurre hablar de dos lados es a los militares y a los medios”, apunta Vera Paiva.

La puesta en funciones del grupo de trabajo ocurrida ayer en Brasilia es la apertura de un relato abierto, que puede derrapar en un fracaso o abrir paso a la Justicia. La ley que creó la comisión, en octubre del año pasado y luego de enhebrar acuerdos con parlamentarios conservadores, prohíbe expresamente presentar las investigaciones ante los magistrados, pues reconoce la vigencia de la amnistía decretada por el dictador Joao Baptista Figueireido en 1979.

En su discurso, la presidenta fue muy mesurada y defendió expresamente que la comisión se ajuste a su misión, la de esclarecer los hechos sin procesar a sus responsables. “Al instalar la Comisión de la Verdad no nos mueve el revanchismo o el odio o el deseo de escribir una historia diferente de lo que aconteció, nos mueve la necesidad imperiosa de conocerla.”

“La fuerza puede esconder la verdad, la tiranía puede impedir que circule libremente, el miedo puede postergarla, pero el tiempo acaba por traerla a la luz. Hoy ese tiempo llegó”, sentenció la presidenta desde el atril.

Pero a pesar del discurso de la presidenta el gobierno no renuncia por completo a que los casos lleguen a la Justicia, como lo ha dicho en varias entrevistas la ministra de Derechos Humanos, Maria do Rosario Nunes.

El camino para que los acusados sean juzgados es hacer respetar la jurisprudencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos, según la cual los delitos de lesa humanidad no pueden ser alcanzados por ninguna amnistía.

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