Capilé, Djamila e Carina Vitral debatem os anseios da juventude

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Os anseios da juventude brasileira são o tema da 11ª e última edição do Ciclo de Debates Que Brasil é Este?. Pablo Capilé (Mídia Ninja e Fora do Eixo), Carina Vitral (União Nacional dos Estudantes - UNE) e Djamila Ribeiro (secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo) debatem o assunto a partir das 19h da segunda-feira (3), em São Paulo.

A atividade é aberta e ocorre no auditório do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, conjunto 83 - próximo ao metrô República). Para quem não puder comparecer, haverá transmissão ao vivo pela TVT, que será reproduzida em nosso site.

Edison Lanza: 'Liberdade de expressão está ameaçada no Brasil'

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Atualizada às 12h50 de 27/09/2016

Texto e fotos por Felipe Bianchi

O Relator para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Edison Lanza, esteve em São Paulo nesta segunda-feira (26) em debate promovido pela Artigo 19 em parceria com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Crítico à falta de diversidade de opiniões e ideias na mídia brasileira, Lanza demonstrou preocupação com os iminentes retrocessos sinalizados pelo governo Temer, como o desmonte da comunicação pública e a repressão em protestos e manifestações.

Segundo o uruguaio, a existência de linhas editoriais variadas é imprescindível para o aprofundamento de qualquer sistema democrático. “A falta de políticas para a pluralidade midiático no Brasil é um problema grave para a democracia e para o próprio sistema de comunicação”, alerta. "É urgente retomar a bandeira da liberdade de expressão para defender a Publicação reúne relatórios de 10 anos sobre o Brasil.Publicação reúne relatórios de 10 anos sobre o Brasil.democracia. Não existe democracia consolidada sem liberdade de expressão"

Na ocasião, Lanza também apresentou o relatório Liberdade de Expressão no Brasil 2005-2015A publicação, lançada pela Relatoria da OEA, sistematiza e chama atenção aos avanços relevantes e desafios que ainda persistem no país para o pleno exercício do direito à liberdade de expressão. Clique aqui para baixar.

Avanços como a aprovação da Lei de Acesso à Informação e o papel desempenhado pela Controladoria Geral da União (CGU), avalia o Relator, estão seriamente ameaçados sob o comando do governo que se sucedeu ao mandato interrompido de Dilma Rousseff. Em nota publicada em junho deste ano, assinada por Lanza e pelo Relator para a Liberdade de Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU) David Kaye, a dupla teceu duras críticas à interferência de Temer na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e à conversão da Controladoria Geral da União (CGU) em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle

“Enxergamos a EBC como uma importante ferramenta de fortalecimento do sistema público de comunicação”, argumenta. “A sua autonomia e independência, porém, estão gravemente ameaçadas”. A dissolução do Conselho Curador, responsável por estabelecer diretrizes e princípios do jornalismo da EBC, é um dos sintomas mais graves dessa intervenção, de acordo com o uruguaio.

Além da EBC, cuja cobertura do processo de impeachment destoou da visão única e partidarizada dos grandes meios privados, as mídias alternativas também foram lembradas. “A CIDH defende, há um bom tempo, que não se pode usar o poder estatal para eliminar meios de comunicação e informação divergentes”, pontua.

Sobre esse tema, Renata Mielli, coordenadora do FNDC e Secretária-Geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé , reprova a suspensão arbitrária e unilateral dos contratos de publicidade oficial com todos os veículos do campo progressista. “São valores pequenos e insignificantes se comparados aos recebidos pelos meios hegemônicos, o que deixa claro é o recorte ideológico da medida”, diz.

Liberdade de expressão nas ruas e nas redes

Atento ao cenário de ebulição no Brasil, Lanza repudiou o modus operandi da Polícia Militar nas manifestações de rua. Segundo ele, a repressão tanto aos manifestantes quanto aos profissionais que cobrem os protestos são inaceitáveis: “A violência contra jornalistas que cobrem as manifestações, que vão das agressões à apreensão de materiais de trabalho, além da militarização e da agressão e detenção de participantes, configuram grave violação da liberdade de expressão”.

Bandeira do FNDC, conforme explicado por Renata Mielli, a defesa do ambiente livre e democrático da Internet também deve ligar o sinal de alerta, de acordo com o Relator da OEA. “A neutralidade da rede e a proteção da privacidade, temas presentes no Marco Civil da Internet brasileiro, estão em xeque”, avisa.

Espécie de Constituição para a Internet no país, a lei foi sancionada em 2014 pela presidenta Dilma Rousseff e é considerado pela Relatoria da OEA como “exemplo mundial”.“Estamos preocupados com a ameaça em forma de leis e emendas que colocam em risco essas conquistas”, afirma Lanza.

Confira o vídeo completo da participação de Lanza, Mielli, André Bezerra (Associação Juízes para a Democracia) e Camila Marques (Artigo 19):

Anna Muylaerte: O golpe no cinema brasileiro

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É natural imaginar que Kleber Mendonça Filho esteja agora chateado com esse golpe relativo a escolha de um outro filme para comissão do Oscar. Imagino que esteja mesmo. Mas do meu ponto de vista o maior prejudicado não foi nem é Kleber e sua equipe e sim o cinema brasileiro.

Foto: Pablo SoridoFoto: Pablo SoridoHouve sim uma grande batalha nos últimos anos em várias esferas, Ancine - Manoel Rangele Eduardo Valente sem falar do Cinema do Brasil - pessoas e entidades que vem lutando tanto pela qualidade do cinema brasileiro quanto por sua visibilidade no exterior.

Ora Kleber Mendonca fez um filme - goste-se ou não - importante, extremamente bem dirigido e que conquistou uma vaga na competição de Cannes - a mais difícil do mundo. Alem disso, está tendo sucesso de publico e de critica no seu país de origem.

Escolher outro filme para representar o Brasil agora - um filme que ninguém viu - não é apenas uma derrota para Aquarius - Filme , é antes de tudo uma mudança de rumo nos paradigmas de qualidade que viemos construindo todos nós juntos há anos.

Lula: 'Lógica das denúncias não são o processo, mas as manchetes'

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Da Carta Capital

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta quinta-feira 15 a denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro feita contra ele pela força-tarefa da Operação Lava Jatono dia anterior. Em pronunciamento em um hotel de São Paulo, Lula lembrou o passado humilde, a história política, reafirmou sua inocência e afirmou que a ação contra ele tem o objetivo "acabar"com a sua vida política.

Foto: Nelson Almeida/AFPFoto: Nelson Almeida/AFP