Com personalidades políticas e da mídia alternativa, Barão de Itararé inaugura sede em SP


publicado em 2 de março de 2012 às 17:51 na Barão, Notícias

A inauguração da sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, ocorrida na noite desta quinta-feira (1), representou uma grande conquista para os movimentos sociais, jornalistas e entidades que lutam pela democratização da comunicação no país. O Barão de Itararé, que completa dois anos no mês de maio, tem se consolidado como referência no movimento de oposição ao monopólio da grande mídia e agora tem espaço próprio na capital paulista.

Altamiro Borges, presidente da entidade, destacou a importância de o Barão ter uma casa: “Agora o Barão vira ponto de encontro e espaço de formação do pessoal que luta pela democratização da comunicação”. O local, que também abrigará a Associação Nacional pela Inclusão Digital (Anid), conta com auditório para 60 pessoas e sala para videoconferências. “Teremos um calendário de cursos e palestras. Antes, dependíamos de parceiros, como o sindicato dos engenheiros ou o dos jornalistas, que nos cediam espaço para as atividades”.

Mais de 70 convidados prestigiara o evento. Dentre eles, José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil; Renato Rabelo, presidente do PCdoB; Rosane Bertotti, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Sérgio Amadeu, professor e militante do Software Livre, além do jornalista Paulo Henrique Amorim. Representando os movimentos sociais, Eduardo Navarro, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Igor Felipe, do MST e Leonardo Severo, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também estiveram presentes, entre outros.

Para José Dirceu, o momento histórico do país é propício para o crescimento de entidades como o Barão de Itararé. “O papel da mídia alternativa tem sido muito importante para combater o monopólio dos grandes veículos de comunicação. Ela dá oxigênio e pluralidade para o setor”. O ex-ministroainda parabenizou o Barão de Itararé: “Ter uma entidade que reúna e estimule os que fazem o contraponto à grande mídia é muito importante. Com sede própria, o Barão ganha ainda mais relevância”.

Renato Rabelo também falou ao Barão. “A luta pela democratização da comunicação é fundamental e estratégica. A concentração oligopolista do setor é um atraso secular. Quem tem a comunicação na mão tem muito poder. Intimida. Por isso a necessidade de lutarmos por democracia”. Sobre a inauguração da sede do Barão de Itararé, Rabelo ressaltou que o evento representa a importância da mídia alternativa. “O Barão de Itararé é como uma célula, que tem tudo para se tornar um organismo”, disse.

Representando a Rede Brasil Atual, Paulo Salvador exaltou o papel do Barão de Itararé em estimular essa luta no país. “No estágio atual, para trás não vamos mais e, olhando pra frente, vemos muita coisa. Tem espaço, tem alternativas para fazermos a mídia que queremos”. Para Salvador, é necessário pressionar o governo para a criação do novo marco regulatório e, ao mesmo tempo, incentivar o conjunto de novas mídias.

Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, concorda com Salvador: “Em minha opinião, se somarmos os meios que já temos e as ferramentas que a Internet oferece, como as mídias sociais, já podemos disputar a opinião pública com a televisão e os jornais”. Para Azenha, “as pessoas já não ficam sentadas no sofá esperando a informação”, por isso é necessário que a mídia alternativa explore as facilidades oferecidas pelos novos meios e amplifique as vozes das pessoas que os grandes veículos ignoram. “Por isso a importância de uma entidade como o Barão”, opina.

Em sua casa própria, situada à Rua Rego Freitas, 454 (conjunto 13), o Barão de Itararé já prepara diversos projetos para por em prática ainda no primeiro semestre. Dentre eles, uma escola livre de jornalismo, que oferecerá um olhar diferente sobre o setor da comunicação e outras formas de exercer a profissão. (Por Felipe Bianchi)

Confira abaixo a repercussão da inauguração da sede do Barão de Itararé em outros veículos:

Blog Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)

Portal Vermelho

Rede Brasil Atual (áudio)

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Barão de Itararé inaugura sede no dia 1° de março


publicado em 23 de fevereiro de 2012 às 15:27 na Barão, Notícias

A inauguração da sede do Centro de Estudos Barão de Itararé já tem data marcada: dia 1° de março. A casa está situada na Rua Rego Freitas, 454, e abrigará, também, a Associação Nacional para Inclusão Digital (Anid). Para celebrar, o Barão de Itararé e a Anid convidam amigos e parceiros a conhecerem a nova casa na quinta feira (1), a partir das 19h.

A sede oficial do Barão nasce após pouco mais de um ano e meio de atividades e lutas encampadas pela entidade, todas vinculadas à democratização da comunicação e à mídia alternativa.

Confira o convite para a festa de inauguração da sede:

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Barão de Itararé promove o debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”


publicado em 15 de dezembro de 2011 às 16:40 na Barão, Notícias

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, será tema do debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”, promovido pelo Barão de Itararé, na próxima quarta-feira (21). Além do autor, também estarão presentes Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro, e Protógenes Queiroz, deputador autor do pedido da instalação da CPI da Privataria.

Na ocasião, também haverá o coquetel de lançamento do livro e festa de confraternização de fim de ano do Barão de Itararé. O evento acontece no Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413), a partir das 19h. Para quem não puder comparecer e quiser acompanhar, o site do Sindicato dos Bancários transmite o debate ao vivo.
Debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”

Participantes:
- Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A privataria tucana”
- Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro
- Protógenes Queiroz, deputado e autor do pedido da instalação da CPI da Privataria

Realização:
- Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Apoio:
- Sindicato dos Bancários de São Paulo

Confira a página do evento no Facebook: Debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia” + Coquetel de Lançamento

Contato:
contato@baraodeitarare.org.br
imprensa@baraodeitarare.org.br

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Altercom realiza Seminário sobre o Mercado Futuro da Comunicação no dia 5/12


publicado em 28 de novembro de 2011 às 14:04 na Internet, Notícias, Rádio Comunitária, Telefonia, TV, TV Pública

Com o objetivo de discutir o papel das pequenas empresas e empreendedores individuais de comunicação, a Altercom realizará na segunda-feira, 5 de dezembro, o Seminário Mercado Futuro da Comunicação. Na ocasião, serão abordados os modelos de negócio, as políticas públicas de financiamento e a construção de um marco regulatório para o setor.

O evento contará com a presença de Franklin Matins, ex-ministro das Comunicações no país, Venício Lima, pesquisador em comunicação, além de representantes do BNDES, Ipea, Fecomércio e Instituto Datapopular.

Programação

14h | Palestra “O novo mercado da comunicação no Brasil”
Com Antonio Lassance, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

15h | Palestra “Cartão BNDES – alternativa de financiamento para a pequena empresa
Com Vitor Hugo J. Ribeiro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

15h45 | Palestra “Classe C – um novo público para a comunicação”
Com Renato Meirelles, do Instituto Datapopular

16h15 | Palestra “Oportunidades de negócios para pequenas e micro empresas de comunicação
Com Paulo Feldmann, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio)

17h15 | Palestra “Marco regulatório da comunicação”
Com Venício Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), autor de vários livros sobre o tema, entre eles, “Liberdade de Expressão x Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia” (Ed. Publisher)

18h15 | Café

18h30 | Palestra “Mudanças e desafios da comunicação na era da digitalização e da internet
Com Franklin Martins, jornalista e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), no governo Lula

Onde
Auditório da Editora Paulinas – Rua Dona Inácia Uchôa, 62 – Bl A – Vila Mariana – São Paulo-SP (próximo ao metrô Ana Rosa)

Vagas limitadas
Inscrições pelo e-mail: adm.altercom@gmail.com

Transmissão ao vivo pelo site da Altercom (www.altercom.org.br)

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Encontro de Blogueiros aceitará inscrições extras


publicado em 25 de outubro de 2011 às 14:49 na Encontro Mundial de Blogueiros, Notícias

Quem perdeu o prazo para se inscrever no 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que será realizado de quinta-feira (27) a sábado (29) na Itaipu Binacional, ainda tem chances de participar do evento.

A organização do encontro anunciou nesta terça-feira (25) que serão aceitas inscrições feitas diretamente na secretaria do evento, que será montada no estacionamento da Central de Credenciamento de Itaipu, ao lado da Barreira de Controle da usina (Avenida Tancredo Neves, 6.731, Foz do Iguaçu-PR)

As adesões via internet encerraram nessa segunda-feira (24) e somaram 650 inscritos, público formado por blogueiros, estudantes e comunicadores de 16 Estados brasileiros e mais de 10 países.

O atendimento para os remanescentes será feito na quinta (27), das 18h às 20h, e na sexta (28), das 8h às 12h30 e das 14h às 16h. A taxa de participação é de R$ 100, com desconto de 50% para estudantes. O número de vagas oferecidas está limitado a cerca de novos 200 participantes.

As credenciais dos inscritos também deverão ser retiradas na secretaria do Encontro. Na quinta-feira, a entrega começa às 14h.

No dia do evento

A abertura do Encontro está programada para 19h desta quinta-feira (27), no Mirante Central de Itaipu. Na sexta e no sábado, a programação será concentrada no Cineteatro do Barrageiro.

Haverá ônibus para transportar os participantes entre a Barreira de Controle de Itaipu e o Cineteatro. Não será permitida a entrada de veículos particulares na área da usina.

Na quinta-feira (27), os ônibus saem às 18h30. Na sexta e sábado (28 e 29), o transporte será oferecido das 8h às 10h, com destino ao Cineteatro do Barrageiro, e das 18h15 às 19h30, para a volta à Barreira.

Imprensa

O credenciamento da imprensa, exclusivamente para cobertura jornalística, deve ser feito até quarta-feira (26) por meio da empresa ClickFoz, apoiadora do encontro. É preciso mandar os dados dos participantes e do veículo para o e-mail blogs@clickfozdoiguacu.com.br. O telefone para contato é o (45) 3028-5300.

Internet e democracia

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros contará com a participação de diversos profissionais renomados das áreas relacionadas à democracia na comunicação. O tema desta primeira edição será “O papel da blogosfera na construção da democracia”.

Entre os destaques estão o jornalista fundador do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet; o representante porta-voz do Wikileaks, Kristinn Hrafnsson; o fundador do site espanhol Rebelión, Pascual Serrano; o blogueiro ativista que foi fundamental para as mobilizações sociais do Egito, Ahmed Bahgat; e o blogueiro cubano Iroel Sanches, entre outros.

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Fernando Morais: livro é um furo jornalístico sobre a guerra dos EUA contra Cuba


publicado em 21 de outubro de 2011 às 17:22 na Barão, Notícias

Em debate ocorrido nesta quinta (20), no Teatro da Faculdade Paulus de Comunicação (Fapcom), Fernando Morais apresentou Os últimos soldados da Guerra Fria, seu novo livro. Promovido pelo Barão de Itararé, Revista Fórum e Circuito Fora do Eixo, o evento também contou com as presenças de Socorro Gomes, Lázaro Méndez Cabrera, Max Altman e mediação de Renata Mielli e Renato Rovai.

Em sua nova obra,  lançada pela Companhia das Letras, Fernando Morais retoma a reportagem literária em torno de Cuba. O escritor mineiro ganhou notoriedade com a publicação do emblemático A Ilha, em 1976, quando em plena ditadura militar brasileira, desmitificou e escancarou uma realidade social totalmente diferente do que era passada pela grande mídia.

A obra é fruto de uma pesquisa minuciosa sobre a Rede Vespa, uma agência secreta cubana que infiltrou agentes em organizações estadunidenses de extrema-direita, na década de 90. O turismo era o setor da indústria cubana que mais crescia e essas organizações recebiam dinheiro para promover ataques terroristas à ilha (por exemplo, jogar pragas em lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana, plantar bombas e disparar rajadas de metralhadora em locais cheio de turistas e cidadãos cubanos).

“Em 1998, quando estava nos Estados Unidos, com a minha esposa, escutei na rádio um breve relato sobre agentes secretos cubanos presos. Na hora pensei: aí tem algo interessante”, afirma Morais. Depois disso, foram mais de 20 viagens para Miami e Cuba, análise de documentos secretos e centenas de entrevistas. O resultado é um extensa reportagem com os melhores elementos literários de um romance de espionagem.

Para o escritor, o que surpreende é que seu livro conta novidades do passado, e isso significa muito quando se trata de Cuba. “Essa história, na verdade, é um furo jornalístico. O que revela que a postura da grande imprensa em relação à ilha permanece inalterada mesmo após 52 anos de revolução”, diz.

Durante sua exposição, Fernando Morais fez questão de criticar a grande imprensa brasileira. O escritor, em começo de carreira, chegou a trabalhar na Veja, mas faz questão de ponderar, bem humorado: “naquele tempo, Fidel Castro dava capa positiva na Veja”. Segundo ele, o veículo ainda não publicou “uma sílaba” sobre o livro, mas diz gozar do privilégio de entrar na revista pela “porta da frente”, ou seja, pelas mãos dos leitores, já que o livro está entre os mais lidos.

Ainda criticando a grande mídia e, em especial, a revista Veja, o escritor afirmou que “o mundo não é o que está nas páginas da Veja“. Questionado sobre o rumo dos jornais e revistas em tempos de internet, ele aposta que o que pode ser um diferencial e assegurar o futuro dessas publicações é o retorno às grandes reportagens.

Com uma boa recepção até o momento – Os últimos soldados da Guerra Fria terá diversas traduções e já foi negociado para virar filme. Fernando Morais justifica: “A história não precisa de adjetivo. É uma história com tutano, osso e pele. Nem o mais talentoso romancista daria conta de contá-la de forma tão rica como ela é na realidade”.

Para o cônsul de Cuba, Lázaro Méndez  Cabrera, a obra é uma grande contribuição à luta da ilha e reflete o sentimento de solidariedade que há entre os povos latino-americanos. Socorro Gomes, a presidente do Centro Brasileiro de Luta Pela Paz (Cebrapaz), também ressalta essa questão, lembrando a cooperação internacional que Cuba promove na área da medicina e da educação.

Os cinco cubanos ignorados pela mídia

O tema dos cinco cubanos ignorados pela mídia  também foi abordado pela mesa. Advogado, jornalista e membro do Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Max Altman comentou que o livro tem quebrado barreiras importantes para a divulgação do caso. “Levamos nossa luta à imprensa brasileira por diversas vezes, mas simplesmente não há interesse nenhum da parte deles”, afirma.

Altman chamou a atenção para o fato de que, enquanto os cubanos estão encarcerados em solitária, sem luz, água e incomunicáveis, Luis Posada Carriles caminha tranquilamente pelas ruas da Florida. Ele foi responsável por explodir um avião cubano com 73 passageiros em pleno vôo, no ano de 1976.

Para Fernando Morais e demais debatedores, o que os Estados Unidos não aceitam e os grandes veículos de comunicação, por consequência, também não, é que um país tão pequeno como Cuba esteja resistindo, há tanto tempo, à maior máquina econômica e militar da história. Os últimos soldados da Guerra Fria retrata, com primor literário, um capítulo importante e oculto dessa história.

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Manifestação por democracia na mídia acontece na Paulista


publicado em 18 de outubro de 2011 às 18:16 na Direito à comunicação, Notícias

Nesta terça-feira (18), a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação que fez parte do Dia Mundial Pela Democratização da Comunicação. A Frente Paulista Pelo Direto à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex) e diversos movimentos sociais, instituições, sindicatos e estudantes participaram do ato, que começou ao meio-dia.

Em tom animado, os cerca de 50 participantes vestiram óculos simbólicos, parodiando a realidade unilateral transmitida pelos grandes veículos de comunicação, e distribuíram panfletos para os pedestres que passavam pela avenida. Em analogia ao monopólio da grande imprensa, o microfone do ato foi aberto ao público, para todos terem o direito de se expressar.

Segundo os manifestantes,  o principal problema está na concentração dos meios de comunicação nas mãos de pequenos grupos, que reflete o monopólio da informação veiculada diariamente e de fundamental importância para a sociedade.

São canais de televisão, rádios, jornais, revistas e portais reproduzindo opiniões parecidas e de acordo com interesses próprios. Portanto, é urgente trazermos esse debate à tona, já que a situação é extremamente prejudicial à consolidação da democracia no país. E para falarmos disso, é imprescindível que falemos, também, de democratização da comunicação.

Entre as principais bandeiras que o movimento levanta para democratizar a comunicação estão a luta por um novo marco regulatório para o setor, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicaçao e defesa da liberdade na internet.

Ouça aqui entrevista com os manifestantes para a Rede Brasil Atual

Veja mais fotos da manifestação:

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Fernando Morais comenta seu novo livro


publicado em 17 de outubro de 2011 às 19:12 na Notícias

No próximo dia 20, às 19h, Fernando Morais apresenta a publicação Os últimos soldados da Guerra Fria em São Paulo, na Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom). Na ocasião, o autor participa do debate ao lado da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e do cônsul de Cuba, Lázaro Méndez Cabrera. O evento é promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé.

Houve um tempo em que mercenários contratados por organizções de extrema-direita da Flórida recebiam U$1,5 mil por bomba colocada em Cuba. “Hoje ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas”, diz o jornalista Fernando Morais, ao Vermelho.

A discussão acontece no momento em que René González – um dos agentes secretos retratados no livro – acaba de ser libertado, nos Estados Unidos, depois de 13 anos de prisão. Apesar de ter cumprido toda a sua pena, René está sendo obrigado pela Justiça norte-americana a permanecer nos EUA, em “liberdade vigiada” por mais três anos.

Esse é apenas o capítulo mais recente da trama narrada por Morais, que poderia muito bem ter saído de um trailer hollywoodiano – com cenas de espionagem, suspense e aventura -, mas não tem nada de ficção. Foi vivida por 12 homens e duas mulheres que aceitaram deixar suas vidas em Cuba para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami na época.

“Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo”, conta Morais ao Vermelho. Tais grupos – contrários ao regime comunista implantado por Fidel Castro – se dedicavam desde a jogar pragas nas lavouras cubanas até a sequestrar aviões que levavam turistas à ilha.

Depois o colapso da União Soviética, o turismo assumiu papel preponderante na economia cubana, e as organizações anticastristas passaram a empenhar esforços para demonstrar que a ilha não era segura para os estrangeiros. Para isso, colocaram bombas em hotéis e bares e alvejaram navios repletos de visitantes. Infiltrados nesses grupos, os agentes da Rede Vespa conseguiram impedir várias agressões.

Para investigar e contar essa história – e também a daqueles que estavam do outro lado -, Morais viajou 20 vezes a Cuba e aos Estados Unidos, debruçou-se sobre diversos documentos dos dois países, fez 40 entrevistas.

O resultado é uma obra que já é sucesso de vendas no Brasil. De acordo com a Rádio Havana Cuba, o livro vendeu 20 mil exemplares em três semanas e aguarda lançamento em espanhol e inglês. Conhecedor da realidade cubana (este é o segundo livro relacionado à ilha que escreve), Morais fala ao Vermelho sobre a publicação, as relações entre Cuba e Estados Unidos e seus próximos projetos.

Segundo ele, se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que indulte os agentes cubanos que ainda estão presos nos Estados Unidos. “Enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer”, avalia. Veja abaixo a entrevista concedida por e-mail.

Portal Vermelho: Como e quando você se deparou com a história dos agentes secretos cubanos e por que resolveu escrevê-la?
Fernando Morais: Eu soube da história pelo rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em Miami, em setembro de 1998. Assim que pude, viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.

Portal Vermelho: Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?
Fernando Morais: Os cubanos só liberaram o assunto para mim em 2005, mas nessa época eu estava envolvido com o projeto do livro “O Mago”, a biografia do Paulo Coelho. Com isso, só pude entrar na história dos cubanos em 2008. A partir de então fui várias vezes a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos após colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte.

Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA – Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos – e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.

Portal Vermelho: Parece-me que o acesso aos cinco cubanos que estão presos nos EUA é bem complicado. As próprias famílias nem sempre conseguem visitá-los. O senhor verificou isso na prática? Conseguiu contato direto com eles?
Fernando Morais: Como não sou parente de nenhum deles nem cidadão norte-americano, não pude visitar pessoalmente nenhum deles. Só consegui autorização para me comunicar com eles por internet. Mas com um limite de 13 mil caracteres por mês. Se as mensagens tivessem mais de 13 mil caracteres, se deletavam automaticamente. Falei também com alguns deles por telefone, pegando carona na franquia mensal de chamadas que suas mulheres e filhos tinham.

Portal Vermelho: Algum deles lhe pareceu um personagem mais interessante?
Fernando Morais: Todos são personagens muito interessantes, acho que daria para fazer um livro sobre cada um deles. Decidi me concentrar em alguns deles, não só por serem os que tiveram desempenho mais, digamos, cinematográfico, mas também por entender que encarnavam de maneira mais ampla o sentido da missão que o grupo desempenhava nos Estados Unidos: infiltrar-se em organizações de extrema direita da Flórida que estavam patrocinando ataques terroristas contra Cuba. Mas há personagens muito interessantes também, do ponto de vista jornalístico, do outro lado do balcão. Por exemplo, o mercenário salvadorenho que entrevistei em Cuba e que rendeu dois capítulos do livro.

Portal Vermelho: Quem eram essas pessoas que planejavam os ataques a Cuba naquela época? E quem eram os mercenários que os executavam? Faziam só por dinheiro ou havia alguma questão de fundo?
Fernando Morais: Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo. Os mercenários, salvo uma ou outra exceção, como o salvadorenho a quem me referi, atuavam por dinheiro. Mais precisamente, recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba.

Portal Vermelho: O senhor acredita que esse sentimento extremado dos EUA (Flórida) em relação a Cuba persiste nas gerações atuais?
Fernando Morais: Os tradicionais inimigos da Revolução Cubana, os autodenominados anticastristas verticales, estão morrendo ou já estão muito velhinhos. Quando eu terminava o texto final do livro, por exemplo, morreu Orlando Bosch, que era considerado o inimigo numero 1 de Fidel Castro.

Ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas. Semanas atrás, por exemplo, o cantor cubano Pablo Milanés fez um espetáculo em Miami. No ginásio onde cantou, ele foi aplaudido de pé por 15 mil pessoas. Na rua, meia dúzia de velhinhos carregavam cartazes de protesto contra ele.

Portal Vermelho: Esse esquema de cubanos infiltrados em Miami conseguiu impedir ataques de fato?
Fernando Morais: Sim, não só impedir dezenas de ataques como permitiu a prisão de dezenas de mercenários estrangeiros que atuavam a soldo de anticastristas de Miami.

Portal Vermelho: O que o seu livro traz de mais revelador?
Fernando Morais: A maior parte das informações contidas no livro é inédita. Além de documentos secretos obtidos em Cuba e nos EUA, e da entrevista exclusiva que fiz com o mercenário salvadorenho Raúl Ernesto Cruz León (na época condenado à morte em Cuba por ter colocado bombas em hotéis e matado pessoas), o livro traz revelações inéditas de bastidores políticos a respeito da correspondência secreta trocada entre Fidel Castro e Bill Clinton – e cujo intermediário era o Prêmio Nobel da Paz Gabriel García Márquez.

Portal Vermelho: O livro vai mesmo virar filme?
Fernando Morais: Sim, os direitos de adaptação para o cinema foram vendidos para o investidor cultural Rodrigo Teixeira. Aliás, foi com o dinheiro recebido que pude custear parte da pesquisa, já que se tratava de um trabalho caro, que envolveu cerca de vinte viagens a Cuba e aos Estados Unidos.

Portal Vermelho: O senhor já tinha escrito sobre Cuba antes. Como vê a Ilha hoje?
Fernando Morais: Vejo com grande otimismo. As mudanças econômicas postas em prática pelo presidente Raúl Castro são, na verdade, correções de erros cometidos nos primeiros anos pós-Revolução, quando o radicalismo não tinha limites. Mas confesso que não vejo perspectivas de mudanças políticas significativas enquanto perdurar o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba.

Portal Vermelho: O senhor vê alguma possibilidade de indulto para os cubanos que ainda estão presos nos EUA?
Fernando Morais: Se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que ele indulte os presos. O ex-presidente Jimmy Carter se comprometeu a pedir a ele que faça isso. Mas enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer. Essa expectativa vale igualmente para a revogação do bloqueio, medida que também tem como defensor o ex-presidente Carter.

Portal Vermelho: Li que o senhor deve escrever sobre o governo Lula. Pode adiantar alguma coisa sobre esse projeto?
Fernando Morais: Por enquanto não há nada decidido. Creio que nem ele nem eu sabemos exatamente o que pode nascer desses encontros iniciais. Só sabemos é que não deverá ser uma biografia do Lula.

Serviço:
Lançamento de “Os últimos soldados da Guerra Fria” e debate “Os 5 cubanos ignorados pela mídia”. Com Fernando Morais, Lázaro Mendes Cabrera e Socorro Gomes.
Quinta-feira, 20 de outubro, às 19h
Teatro da FAPCOM
Rua Major Maragliano, 191
Telefone: 3054-1829
São Paulo / SP

Por: Joana Rozowykwiat, do Portal Vermelho

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Fórum da Internet começa em São Paulo


publicado em 13 de outubro de 2011 às 16:22 na Banda Larga, Internet, Notícias

A tecnologia ainda é entendida como um domínio masculino, mesmo quando se trata do fenômeno mais sintonizado com as transformações atuais da sociedade e parte das causas dessas mudanças: a Internet.

Um sintoma é a composição da mesa que abriu, nesta manhã, o Fórum da Internet no Brasil, com apenas uma mulher entre 14 convidados à mesa organizada pelo CGI.br, Comitê Gestor da Internet no Brasil, para debater os rumos e a gestão da rede.

O encontrou que atraiu participantes dos vários cantos do país ao Expo Center Norte, para dois dias de debate (13 e 14), foi aberto pelo diretor presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) Demi Getchko, que fez uma retrospectiva da história e de fenômenos relacionados com a rede no país. Apontou, por exemplo, que os códigos abertos, que asseguram liberdades tecnológicas na rede, só existem por causa da Internet, e na verdade os dois foram criados juntos, são interligados.

Um aspecto interessante do desenvolvimento da Internet no Brasil foi o modo como a rede foi apropriada, que mostra um protagonismo importante da sociedade civil organizada. Se a primeira leva de usuários ocorreu dentro da academia, como ferramenta de apoio ao intercâmbio da produção científica, a segunda e grande leva se deu no momento de intercambiar debates das organizações e movimentos sociais envolvidos com a construção da conferência paralela à Conferência do Meio Ambiente da ONU, Eco 92, que em 2012 completará 20 anos com uma nova conferência no Rio. Só então viria a leva de apropriação pelos setores governamentais e, depois, pela sociedade civil em geral.

Os debates hoje sobre o uso e regulação da rede colocam em questão as liberdades dos usuários e, segundo Demi Getchko, é preciso entender que controle é diferente de segurança. As ferramentas podem ser utilizadas para esclarecer crimes, mas não devem ser usadas para controle dos usuários.

Para o segundo conselheiro a falar, Sérgio Amadeu, a internet deve ser considerada um direito humano. A rede veio mudar o ecossistema da comunicação, em que era difícil falar pelos meios tradicionais, e que foi subvertido.”Todos podem publicar sem pedir autorização para ninguém. E essa cultura da liberdade, que está acima da cultura da permissão, é fundamental para o conhecimento científico”, defende.

Mas segundo Amadeu, quem chegou à rede depois acha que isso deve ser mudado. A Internet está sob ataque no mundo inteiro. “Não podemos permitir que sejam criadas legislações que cerceiem a interatividade por meio do controle”, alertou. É preciso, segundo ele, encontrar o equilíbrio entre liberdade, interatividade e segurança.

A falta de acesso à banda larga no Brasil, uma das mais caras do mundo e que não chega aos extremos do território nacional, é o grande entrave para assegurar a Internet como um direito. “Precisamos diminuir o custo Brasil de comunicação”, disse Sérgio Amadeu, fazendo um apelo pela difusão da campanha “Banda Larga é Um Direito Seu”.

A disputa pelo Plano Nacional de Banda Larga, alvo da campanha, também foi apontada como estratégica pela deputada Manuela D’Avila, ao afirmar que os rumos da internet não pode ser assunto para poucos. “Queremos uma comunicação que quebre o fluxo unilateral dos meios de comunicação de massa”, defende. Segundo ela, trata-se da diferença entre se ter uma comunicação de poucos para muitos ou de muitos para muitos. Como única mulher palestrante, Manuela lembrou que a reduzida representação na mesa não reflete o que acontece na rede, onde as mulheres têm presença de peso como usuárias e defensoras da democratização da comunicação.

Fonte: http://www.ciranda.net/fsm-dacar-2011/article/forum-da-internet-comeca-em-sao

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