'Democratização da comunicação precisa virar disciplina universitária', defende Eliara Santana

Comunicação
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Pesquisadoras do papel da mídia comercial e, em especial, da Rede Globo e do Jornal Nacional no xadrez político brasileiro, a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ângela Carrato, entrevistou Eliara Santana, jornalista e colunista do Viomundo. As duas estudiosas são co-autoras do livro recém-lançado Jornal Nacional - Um projeto de poder: A narrativa que legitimou a desconstrução da democracia brasileira (Comunicação de Fato Editora).

Na conversa transmitida pelo Coletivo Alvorada, Eliara Santana defende que, diante de um cenário de concentração, com o mercado midiático dominado por poucas famílias, é preciso que o direito à comunicação seja parte do ensino de jornalismo nas escolas. "É preciso pautar o tema da democratização da comunicação", diz. "Precisamos investir no letramento midiático, no combate à desinformação".

Além disso, segundo Santana, é preciso discutir e problematizar a mídia brasileira: "´Há grupos neopentecostais fazendo um uso muito problemático da radiodifusão". Enquanto isso, "as rádios comunitárias nadam sozinhas", complementa Ângela Carrato. Como resolver essas questões sob um novo governo progressista? Como enfrentar o poder 'ilimitado' da mídia comercial? Confira a íntegra da entrevista a seguir, na qual as pesquisadoras apontam os caminhos para essas respostas.